A CONSTRUÇÃO DA BASE ALFABÉTICA

sexta, 19 de abril de 2013

 

As concepções espontâneas que as crianças, a partir dos três anos de idade elaboram ao pensarem sobre a escrita convencional são as seguintes:

  • Uma figura não é para ler, embora possa ser interpretada;
  • Para que se possa ler, são necessárias outras marcas diferentes das figuras;
  • Para poder escrever, a criança inventa suas próprias letras;
  • As crianças consideram que as palavras servem para dizer os nomes das coisas;
  • As crianças acham que as palavras escritas com menos de três letras ou com letras repetidas não podem ser lidas;
  • Trata-se das hipóteses de quantidade e variedade de caracteres (conflito com a escrita alfabética);
  • Acreditam, num primeiro momento (hipótese silábica), que basta escrever uma letra para cada emissão sonora.
  • As crianças, então, enxertam letras, produzindo uma escrita ora silábica, ora alfabética (hipótese silábico-alfabética);
  • As crianças atingem a hipótese alfabética quando compreendem que, na escritura, as letras combinadas representam os sons da fala e que essa escritura obedece regras convencionadas socialmente. Alfabetizaram-se.

Essa evolução só é possível quando as atividades de leitura e escrita em Língua Portuguesa ocupam parte das atividades diárias propostas intencionalmente às crianças em situações significativas.(Emilia Ferreiro e Ana Teberosky – Psicogênese da Língua escrita)

Letramento: inicia muito antes da alfabetização, quando a criança começa a interagir com o mundo simbólico. É descobrir a si mesmo pela escrita, é entender quem a gente é e descobrir quem podemos ser. (Profa. Amélia Hanze – Brasil Escola)

Alfabetização: corresponde a compreender para que servem os sinais da escritura (letras, sinais, pontuação, separabilidade) e de que modo eles se articulam no tecido da escritura. É um complexo processo conceitual (e não apenas perceptivo). (Emília Ferreira e Ana Teberosky – Psicogênese da língua escrita)

 

Pais presentes nas decisões educacionais:“Os pais aparecerão mais na escola quando tiverem a certeza de que a sua presença é útil e forem ouvidos com atenção e respeito; os professores trabalharão melhor quando conseguirem cooperar com os pais. (...) Se a família com crianças considera prioritária a participação na vida da escola, é provável  que esse padrão de cooperação se mantenha durante a adolescência.”

SAMPAIO, Daniel (2006). Lavrar o Mar – Um novo olhar sobre o relacionamento entre pais e filhos, Editoral Caminho.

Coordenação Pedagógica e Professora Fernanda

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